Servidores protestam no 1º dia de greve da categoria

07-07-2011 14:02

Servidores Municipais de Salvador, em greve por tempo indeterminado, protestaram, na manhã desta quinta-feira (7), em frente ao prédio do Instituto de Previdência Social de Salvador (IPS), situado próximo ao Colégio Central, na Avenida Joana Angélica, e depois seguiram em passeata em direção à Praça Municipal.

Os manifestantes interromperam o trânsito nos dois sentidos da Avenida Sete de Setembro, próximo à Praça Castro Alves e, de mãos dadas, cantaram o Hino Nacional Brasileiro. O trânsito segue complicado na região.

Os ânimos se exaltaram depois que a Polícia Militar impediu que o grupo seguisse em direção ao Centro Histórico, mas não houve tumulto. Conforme portaria do prefeito João Henrique, de dezembro de 2010, carros de som não podem seguir para a Praça Municipal.

A categoria, que entrou em greve a partir da meia noite desta quinta-feira, reinvindica o cumprimento do acordo coletivo de 2009/2010, que prevê o direito de assistência médica aos servidores; 40% de reajuste referente aos últimos três anos (2009/2011) e adoção do plano de cargos e vencimentos (PCV).

De acordo com a diretora do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Beatriz Rosa Santos, desde 2009 a categoria não consegue reajuste salarial o que resulta em perdas salariais de aproximadamente 130%. "Há mesas de negociações, porém não existe nenhuma proposta”, reclama.

Serviços – Por causa da greve, apenas os serviços essenciais, o que corresponde a 30% do efetivo garantido por lei, funcionam plenamente na cidade. São eles: Transalvador, Salvamar, Codesal e Unidades de Saúde.

As operações tapa-buracos (Sucop), contra poluição sonora (Sucom) e a segurança nos postos de saúde, a cargo da Guarda Municipal, estão suspensas a partir de hoje.

Prefeitura - A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag), informou, em nota, que é de interesse da administração municipal criar um novo plano de cargos e vencimentos para os servidores municipais, desde que o reajuste não ultrapasse R$ 30 milhões anuais para os cofres do município.

Por conta dessa limitação, “o aumento não pode ser superior aos 17,5% oferecidos, que, se fossem aceitos, seriam válidos já a partir de janeiro de 2012”.