Ônibus voltam a circular após três horas de paralisação

13-05-2011 08:56

 

A manhã desta sexta-feira, 13, começou com pontos de ônibus lotados e intenso fluxo de veículos nas principais vias de Salvador. O motivo é a paralisação dos rodoviários, que começou durante às 4h da madrugada e seguiu até as 7h de hoje. Esta é a terceira vez neste mês que a categoria interrompe a prestação do serviço.

No início da manhã, apenas os ônibus que partiam da Região Metropolitana circulavam. A partir das 7h, os veículos começaram a ser liberados das garagens de Salvador. Para o tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, a decisão de liberar os veículos à 7h, e não às 8h, como de costume, teve o intuito de “prejudicar menos a população”.
Nos pontos de ônibus, poucos cidadãos sabiam da paralisação. O vendedor ambulante Humberto de Jesus, de 51 anos, que aguarda o ônibus na Paralela, diz que foi pego de surpresa. “Achei que a paralisação ia ser na segunda-feira. Acho isso uma falta de respeito com a população. Antes não era assim, não parava o tempo todo”, disse.

 

 

Paralisação - Os funcionários das empresas anunciaram a paralisação na tarde desta quinta-feira, 12. Eles reivindicam reajuste salarial de cerca de 18%, o que corresponde ao valor da inflação do ano, de 7,33%, além de ganho real de 10%. A categoria fez outras manifestações nos dias 2 e 3 deste mês.

Em reuniões com o patronato ocorridas ontem, as empresas de ônibus urbanos ofereceram 3,62%. Já os empresários que fazem o transporte metropolitano apresentaram proposta de 4,2%. “Isto está muito aquém do que nós pedimos. O percentual de 10% é negociável, mas o que eles oferecem agora é muito pouco”, declarou o tesoureiro Hélio Ferreira.

O assessor para assuntos sindicais do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (SETPS), Jorge Castro, afirmou que ainda não sabe como a manifestação está sendo feita, mas vai apurar se houve obstrução da saída das garagens, se houve conflitos e se todas as empresas aderiram. “Para nós, essa paralisação não tem mais sentido".

 

Fonte: Jornal Correio